Institucional

PROCESSO AVALIATIVO CINOTÉCNICO (PAC)

Conheça os critérios e classificações do Processo Avaliativo Cinotécnico.

PAC Processo Avaliativo Cinotécnico

O Processo Avaliativo Cinotécnico (PAC) mensura o desempenho geral dos cães de serviço empregados no Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, assegurando condições físicas, comportamentais e técnicas compatíveis com as exigências operacionais da Corporação. O resultado orienta a rotina de treinamento e garante a segurança do condutor e da equipe em missões de busca, resgate, faro e salvamento.

1. Critérios de Avaliação

Cada critério é avaliado em escala de 0 a 10 e ponderado conforme o peso operacional.

1.1 Condicionamento físico (25%)

Examina resistência, força muscular e recuperação pós-esforço para missões prolongadas.

1.2 Foco e atenção operacional (20%)

Verifica a capacidade de manter concentração mesmo diante de sons, pessoas ou outros estímulos.

1.3 Obediência e controle (20%)

Avalia resposta aos comandos básicos e avançados, controle à distância e estabilidade sob pressão.

1.4 Perseverança e resiliência (15%)

Mensura persistência, reinício após erros e atuação em ambientes adversos.

1.5 Capacidade técnica específica (15%)

  • Busca e resgate: capacidade olfativa, orientação espacial e independência.
  • Faro: fidelidade na indicação, consistência e baixa taxa de falsos positivos.
  • Guarda/proteção: controle do impulso, técnica de mordida e reação sob estresse.

1.6 Sociabilidade e temperamento (5%)

Observa interação com pessoas, ambientes urbanos e ausência de agressividade inadequada.

2. Sistema de Pontuação

As notas (0 a 10) são multiplicadas pelo peso de cada critério, resultando em uma pontuação total de 0 a 10 que define o nível de prontidão do cão.

3. Classificação Operacional

≥ 9,0

Apto sem restrições

Cão plenamente preparado para operações.

7,5 – 8,9

Apto com acompanhamento

Autorizado para atuar com recomendações de aperfeiçoamento.

6,0 – 7,4

Treinamento intensivo

Necessita reforço antes de participar de ocorrências.

< 6,0

Restrito

Não apto para missões. Deve ser reavaliado após assistência técnica.

4. Fluxo do Processo Avaliativo

Início do Processo Avaliativo

Planejamento do ciclo, definição do avaliador e do objetivo operacional.

Agendamento do TAC

Confirmação de data, local e binômios participantes.

Preparação do binômio

Cão e condutor são verificados quanto a saúde, foco e equipamentos.

Execução do TAC

Aplicação dos 6 critérios com notas de 0 a 10.

  • Condicionamento físico
  • Foco e atenção
  • Obediência e controle
  • Perseverança e resiliência
  • Capacidade técnica específica
  • Sociabilidade e temperamento

Cálculo da pontuação

Somatória ponderada (nota × peso) gera o score final.

Classificação Operacional

≥ 9,0 — Apto sem restrições 7,5–8,9 — Apto com acompanhamento 6,0–7,4 — Treinamento intensivo < 6,0 — Restrito

Homologação

A FAC assinada é encaminhada ao escalão superior do CBMRN para homologação e publicação em BOLETIM GERAL (BGCB).

Registro e reavaliação

O resultado é registrado nos registros funcionais do cão (aba Avaliações Cinotécnicas) e define as orientações para a próxima reavaliação.

Compromisso com a excelência: o PAC reafirma o emprego responsável dos cães de serviço, garantindo que cada binômio (condutor e cão) atue com segurança, eficiência e alinhamento às melhores práticas cinotécnicas.